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LONGING ou simplesmente SAUDADE!   Um dia inesquecível no sítio dos meus pais no início da década de 1970 no Norte Pioneiro Da esquerda para direita: eu e minhas irmãs Cleuza (para sempre na memória e no coração)  e Cleomar
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  MANHÃS "modorrentas" CURITIBANAS!                                                                                                                                                              ...
VISITAS DO ARTISTA Para Gilberto Rosenmann Fizesse sol ou fizesse chuva lá vinha ele! Quase todos os dias, meio que cambaleando por causa do antigo acidente de automóvel, lá vinha ele. Algumas vezes trazia nas mãos uma sacolinha com alguns doces, ou um quadro pintado, outras o pão que já tinha comprado na Viana: — Pro café. Dizia. — Posso ligar pra Solange? — Claro Gil! Senta aí e liga pra ela. E depois disso ficávamos, por um bom tempo, em silêncio; outras vezes ríamos, antes de desandar no bate-papo. Do que ríamos? Até hoje não sei direito. Só sei que ríamos e depois vinha um breve silêncio, por alguns segundos. Parecia uma espécie de mantra; sei lá. Um tipo de cumprimento especial que só existia entre nós dois, como esses cumprimentos de chegadas e partidas, cerimoniosos ou lacrimosos, que encontramos entre tribos indígenas. Por vezes, depositava os embrulhos no chão ou os segurava entre as pernas mesmo. E soltava umas pérolas. Que já eram consenso, pois já sa...
HIDDEN LOVE Não sabemos direito O que é o coração. Do que é feito? Batidas leves e aceleradas, Sangue e músculos? Imenso como o tempo Ele ainda é segredo! "Histórias entrecortadas" É do que somos feitos, Lembranças mal digeridas Em tempos entrelaçados: Só o coração esconde e sabe De todos os danos e amores Soterrados!
Pássaro fly high by the light of the sky
IMPREGNAÇÃO Viver impregnado de tempo e ser, Eis meu destino. Viver à luz e sombra Da desmedida das coisas, Intocadas figuras nos seus Trajes e esconderijos. Que fortuna, infortúnio ou loucura. Mas que vida é essa! Medida às pressas, vários laços; Ora o compasso, ora a desmesura. Quantas lembranças soterradas, Em escombros de sentido: Malvada carne; tua, minha, Qualquer que trago comigo. Vivo, assim vivo! Cultivando amor só a ti - Indescritível - Silente rosa que trago comigo.
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Montanha do Marumbi enevoada em 14.12.2013 - vista sul do Santuário do Cadeado, Caminho do  Itupava - Paraná.                                                                                                                                                                        Foto: JLC